Izabel Cristina Soares Lopes

Tudo começou quando aos dez anos de idade, perdi minha mãe. Meu pai fazia as obrigações do sítio e cuidava de cinco filhos. Entre eles, um com problema de saúde.

Depois de três anos resolveu morar com outra mulher que tinha três crianças pequenas e dessa união nasceram mais dois filhos. Fomos crescendo e com a convivência ficando mais difícil os mais velhos foram se espalhando. Minha irmã engravidou solteira e veio morar na cidade com um dos meus irmãos e eu resolvi vir junto para cuidar de um casal de gêmeos para ela trabalhar. Avisei a todos da minha decisão, mas meu pai me disse que se eu saísse nunca mais voltaria para casa. Chorei demais e vim embora para o Jd.Califórnia. Devido a minha doença passei por algumas cirurgias, nenhum familiar me visitava no hospital. Fui chamada de burra e aleijada, sofria muito com essa rejeição. Aos dezesseis anos passei por um trauma muito grande, uma tentativa de estupro e só não aconteceu o pior porque a mão de Deus foi mais forte. Guardei esse segredo por muito tempo e quando contei ninguém acreditou em mim. Me chamavam de mentirosa,falavam que havia inventado essa história e que por isso  quando eu morresse iria sofrer muito.Com todo esse sofrimento fui acumulando mágoa, raiva, rancor… eu só sabia chorar: era tristeza, dor e medo. Mesmo com todos esses problemas sempre amei a minha família e rezava por ela, não perdi a minha fé. Acreditava em Deus e Nossa Senhora que nunca me abandonaram.

No ano de 2000 participando do Tríduo da Padroeira fui tocada fortemente desde o início da celebração. Quando entrei o Padre dizia: você que acabou de chegar e está sentindo seu estômago pulando tão forte que parece que o seu coração desceu,você está sendo curada de uma gastrite ou úlcera muito grande por falta de perdão, mas para isso você precisa pedoar o seu pai, Não duvide!  Só perdoa seu pai e ainda vai ter outra confirmação! Eu chorava desesperadamente. Naquele dia a Igreja estava completamente lotada. Por não conseguir ficar em pé, com muito sacrifício consegui me sentar nos primeiros bancos. Ganhei um botão de rosa tão pequeno e totalmente fechado. Na hora da benção das rosas fechei os olhos e acompanhava o canto. O Padre de cima do altar começou a aspersão e eu levantei o mais alto que pude o botão que mal se enxergava e continuava em oração. Quando abri meus olhos me surpreendi e vi que a graça aconteceu: aquele simples botão se transformou em uma belíssima rosa vermelha, a mais linda de todas. E no final da celebração foi dito pelo Padre que eu tinha que dar testemunho da graça.

Em dezembro de 1996 depois de ter passado o Natal em minha casa, a pessoa antes de ir, se despediu com muita alegria e me disse que precisava do meu perdão e falou que se eu não  perdoasse não iria embora em paz e que daquele dia em diante precisaria muito mais das minhas orações e que eu era a única que rezava por ele. O perdoei e o abracei demoradamente. Esse foi o último abraço dado, pois nesse dia depois de um gravíssimo acidente em frente ao 4º Distrito com múltiplas fraturas e traumatismo craniano meu pai faleceu.

Eu quero dizer  que a maior graça  que recebi pela intercessão de Santa Rita de Cássia não foi simplesmente a cura, foi o milagre do perdão.

Deus abençoe a todos!

TESTEMUNHO PARA A MISSA DO DIA 19/05/2018

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *