Encontro Resgatados pelo amor: “Casais em processo de nulidade matrimonial”

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A Paróquia Santa Rita de Cássia realizou no domingo (17/11/2019) o primeiro encontro para os casais que estão em processo de nulidade matrimonial. O encontro foi animado com músicas alegres, com momentos de orações e reflexões.

Os encontristas que estão passando por este processo muitas vezes se sentiam sozinhos e sem esperanças, mas com a orientação de nossa igreja perceberam que  Deus  jamais deixa de acolher seu filhos e que seu amor é incondicional.

Vejam o testemunho cheio de coragem e fé de Maria Cecília dos Santos Milan:

Em outubro de 2017, concluí o curso de Pós Graduação em Direito Matrimonial e Processual Canônico pela Puc de Londrina, sob a orientação da professora e mestre Sueli Almeida de Oliveira e acompanhada pelo pároco de  minha paróquia e atual vigário judicial, padre Alessandro Bobinton.

Atendendo ao apelo do papa Francisco, através da Carta Apostólica Amores Laetticia, em dar especial atenção às pessoas que se encontram em situação irregular junto a Igreja Católica, eu senti a urgência desse apelo e me coloquei inteiramente à disposição de Deus para olhar essas pessoas como os olhos do Senhor:  com um olhar de misericórdia e muito, muito amor.

No inicio deste ano, elaboramos um projeto para atender, então, as pessoas para a abertura de processo de Nulidade Matrimonial junto ao tribunal Eclesiástico de Londrina. Esse atendimento inicialmente seria para ajudar no esclarecimento e elaboração do libelo até o seu protocolo. Apresentamos o projeto ao padre Edivan dos Santos, da paroquia Santa Rita de Cassia, que nos acolheu prontamente, visto a demanda de casos existentes na sua paróquia. Definimos que num período de um ano, atenderíamos um total máximo de 30 pessoas e fixaríamos os atendimentos na própria paróquia, mas acolhendo também pessoas de todas as paróquias da arquidiocese. Através de avisos paroquiais e divulgação nas mídias sociais, assim fizemos.

Demos inicio ao projeto em Maio de 2019 e em Outubro já tínhamos alcançado o número máximo de atendimentos previstos para um ano. São 30 casos distintos. 30 pessoas sofridas. 30 histórias de vida completamente diferentes e a cada uma delas, havia a necessidade de escuta, de orientação,  de acolhimento e amor. Em cada atendimento, um desafio. Porém não maior do que daquele que se apresentava na minha frente desprovido de qualquer barreira ou resistência, e que via ali, uma oportunidade de redenção. Histórias eram contadas sem prazo determinado. Uns , eu conseguia ouví-los em 1h, outros nem em 3h. Alguns já vinham com as suas histórias escritas em meia folha de papel. Outros, com 22 folhas. E outros ainda, sem nada escrito, porque escrever sua história é reviver cada momento e isso nem todos tinham condições físicas, psíquicas e mesmo espirituais para isso. Uns começavam nossa conversa já relatando tudo, como que querendo arrancar de uma só vez a dor do peito; outros, conforme iam falando, se exaltavam, e quando viam, já estavam falando alto pela raiva que desencadeou pela lembrança. Outros, mal conseguiam falar do assunto, porque o choro na garganta já não deixava sair qualquer som de sua voz. E em nenhum desses relatos, eu consegui interromper o choro ou a fala deles. Não era possível. Porque aquele era o momento deles falarem, eu ouvir, e Deus curar. Depois do atendimento, voltava eu para casa, com a história de cada um na minha mente e com o coração angustiado de tão somente realizar o trabalho de elaboração do libelo.

Não tinha condições de fazer apenas isso. Não tinha condições de elaborar o libelo e após protocolar, simplesmente me despedir, agradecer pela oportunidade, receber o valor do meu trabalho e tchau. Isso seria profissional demais. Eu estaria agindo como tantos e não poderia crer que era isso que Deus queria de mim.

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Foi ai que pensamos em realizar um encontro só com essas pessoas. Um momento de convivência e oração, sem vínculo ou compromisso de inserção em movimentos ou pastorais, mas apenas um momento onde eles pudessem tomar a consciência de que não estão sozinhos nesse processo, que a Igreja se importa com eles e abre suas portas para acolhê-los como estão e como são: filhos feridos e amados que regressam para a casa, depois de um longo período de êxodo. Abrimos o encontro não apenas para as pessoas que atendo mas para seus familiares: atual cônjuge, namorado, filhos e pais, pois afinal, quando um membro da família sofre, todos sofrem.

 

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Realizamos o encontro no último domingo, dia 17/11/2019, na paróquia Santa Rita de Cássia, com apoio da Pastoral Familiar da Arquidiocese, representada pelos coordenadores Patrícia e Gabriel e pela Pastoral Familiar da Paróquia, representados pelos coordenadores Eliane e José e toda sua equipe.

É claro que nem todas as pessoas que atendo puderam estar presentes, porém cremos que Deus escolheu à dedo, quem estaria como encontrista, como palestrante e como equipe de apoio.

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A primeira colocação foi com o casal Antônio Carlos e Maria, da RCC da Paroquia Rainha dos Apóstolos, Decanato Centro que conduziram o momento de Amorização,  levando os encontristas a descobrirem-se dignos de amar e a serem amados, perdoados e ser dignos de dar seu perdão. Num segundo momento, pude conduzí-los a uma oração de entrega e apoio no irmão, dando ênfase na confiança e no amor que ambos merecem, e que Deus gratuitamente dá.

 

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Após um delicioso almoço preparado pela equipe de cozinha da Pastoral Familiar Paroquial, iniciamos a tarde com um colocação riquíssima sobre Doutrina da Igreja, onde padre Edivan pode falar sobre as diversas maneiras de estar em Comunhão com Cristo e com a Igreja, dentro do Processo de Nulidade e nos casos em que há a permanência da irregularidade. Esse momento foi valiosíssimo, acalmando o medo e a angústia de todos, que desconheciam as novas diretrizes da Igreja quanto à acolhida das pessoas em situações irregulares. No meio da tarde, tivemos a presença oculta de 10 servos da Comunidade Católica Filhos de Maria, situada na paróquia Santo Antônio, do jardim Bandeirantes. Eles ficaram na capela do Santíssimo, na intercessão, enquanto os pregadores Edvilson e Valquiria, RCC do Decanato Sul, desenvolviam um momento de profunda interiorização através da Palavra de Deus lida e explicada culminando na oração de Cura e Libertação, onde o Ministério de Cura e Libertação Paroquial pôde orar pelos encontristas, na presença do próprio Jesus. Porém o ponto mais forte do encontro, creio eu que foi a Santa Missa realizada ali mesmo as 19h com toda a comunidade. Uma missa, que aos olhos de muitos, era apenas mais uma missa de domingo, mas que para os encontristas era “A MISSA”, pois participariam da Mesa da Comunhão pela primeira vez depois de tanto tempo. Com o coração acelerado e um sorriso esperançoso nos lábios, todos entraram na fila de comunhão sem medo, sem preconceito, e tocando a âmbula sob as mãos do padre, fizeram sua Comunhão Espiritual, recebendo nesse mesmo momento as bênçãos de Deus pronunciadas pelo padre em uma breve oração mas cheia de amor.

Não houve como não chorar. E se me deixassem, ficaria em prantos, por tamanha emoção que presenciei ao ver tão grande amor de Deus por todos os que comungaram em espécie, mas mais ainda, por aqueles que comungaram igualmente do Corpo e Sangue de Cristo, porém espiritualmente.

Concluo que esse é o primeiro dos muitos encontros que ainda estão por vir. Acredito que, em quanto nossa amada Igreja pensa e elabora novas orientações gerais para a acolhida e inserção na Igreja desses irmãos em situações irregulares, podemos nós galgarmos tímida, mas ousadamente nesta mesma direção, conscientes da urgência do assunto e obedientes ao chamado, trabalhando para trazer de volta para casa, aqueles que amam a Cristo e a Igreja, mas que por vergonha da sua situação, permanecem distantes. 

Porque… E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca… João 6:39 “. 

Leiam as graças de Deus e como sentiu Thiago ZaccariasQueria:

” Relatar sobre este encontro com Deus que foi maravilhoso!! Afim de dar uma solução para o desejo de uma alma. Com a ajuda de Maria Cecília que é coordenadora do primeiro encontro de nulidade de casamento. Eu me senti muito acolhido e com a certeza que não estou sozinho nesse objetivo! Foi extremamente acolhedor, edificante e prazeroso! Só tenho que a agradecer todas as pessoas envolvidas diretamente e indiretamente neste encontro! Acredito que tudo se encaixou e agora é só esperar em Deus” !

O palestrante Edvilson Ramos Marques da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, Grupo de Oração Novo Renascer também sentiu a graça de Deus:

” Quando passamos pela experiência de uma separação conjugal, na maioria das vezes nos sentimos afastados do amor de Deus, do amor dos irmãos e da Igreja. Temos o nosso coração ferido e a nossa alma machucada pelas más experiências vividas.

E nesse “Encontro Resgatados pelo Amor” tivemos a oportunidade de anunciar e apresentar Jesus. Dizer quem Ele é, e aceitarmos o amor que Ele nos oferece, independente da condição em que nós estejamos.

Deixar que as feridas da nossa alma virem à tona, para que Jesus possa nos curar e nos libertar de nossas “prisões” interiores.

Aceitar o amor de Deus e o retorno à casa do Pai, independente da nulidade ou não do seu matrimônio.

Entender que nos foi oferecida uma nova vida em Jesus, “Uma nova vida de resgate no amor de Deus”, uma nova vida na Comunidade, na Igreja (corpo de Cristo), independente do que vai acontecer. Tudo foi realizado, por e para todos, com imenso amor ”.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo: para sempre seja louvado!
Santa Rita de Cássia: Rogai por nós!

 

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Vivian Simone Kato Monteiro Iwai
PASCOM – Paróquia Santa Rita de Cássia – Londrina (PR)

 

 

 

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