Milagres

O milagre das abelhas

Quando Antonio e Amata iam trabalhar nos campos, colocavam a criança num cesto de vime, abrigando-a à sombra das árvores. Um dia, a menina sonhava, com os olhos voltados para o céu azul, quando um enxame de abelhas brancas a envolveu, fazendo um zumbido especial. Muitas entraram em sua boca e aí depositaram mel sem, contudo, a ferroarem, como se não tivessem ferrões. Em vez de gemidos ou choro, a criança emitiu gritinhos de alegria. Perto dali, um lavrador feriu-se com uma foice, dando grande talho na mão direita. Ao se dirigir a Cássia para receber cuidados médicos, passou perto da criança. Vendo as abelhas que zumbiam ao seu redor, agitou as mãos para afastar o enxame. Imediatamente, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou. Gritou de surpresa, o que chamou a atenção de Antonio e Amata, que correram ao local. O enxame, disperso por instantes, voltou ao seu lugar. Mais tarde, quando Rita foi para o convento de Cássia, as abelhas instalaram-se na parede do jardim interno. Este fato é relatado pelos biógrafos da santa e transmitido por tradições e pinturas que a ele se referem. A Igreja, sempre criteriosa na aceitação de relatos dessa natureza, inseriu o episódio nas leituras da Liturgia das Horas. Tendo atribuído o nascimento de Rita a um milagre, seus pais também atribuíram este acontecimento a um prodígio divino.

As abelhas depositavam mel na boca de Santa Rita sem a machucar

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O milagre da videira

A noviça Rita era de admirável obediência e humildade. Certo dia para colocar à prova a obediência, a madre do convento ordenou-lhe que regasse de manhã e à tarde um galho morto. Rita não ofereceu resistência e a obedeceu zelosamente enquanto as outras irmãs a observavam com escárnio. Isso durou cerca de um ano. Certo dia, todos se espantaram: daquele galho morto surgiram brotos, folhas verdes e, uma bela videira cresceu milagrosamente, dando deliciosas uvas.

Videira onde ocorreu o milagre de Santa Rita de Cássia

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O milagre dos figos e da rosa

Durante quatro anos prostrada pela doença na cama, Rita recebeu a visita de uma amiga de Roccaporena. E esta perguntou se ela tinha algum pedido de sua antiga casa. Rita disse que tinha um profundo desejo de comer dois figos maduros e ver uma linda rosa. Todavia, sua amiga tentou a desenganar, pois, o inverno era muito rigoroso, nevava-se muito, e, era impossível ter vida no jardim. Porém, querendo atender ao pedido de Rita, sua amiga foi até o jardim, lá havia uma roseira com os ramos secos, mas na ponta havia milagrosamente uma belíssima rosa. E, outra surpresa: na figueira congelada, dois figos belos e maduros. Colhe-os e levou-os à Rita.

Milagrosamente uma amiga de Santa Rita encontra figos e uma rosa em um jardim de sua terra natal em meio a densa neve

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O milagre do espinho da coroa de Jesus

Uma de suas características é a ferida na testa causada pela perfuração de espinho da coroa de Jesus, milagre atribuído à ela após ter permanecido orando na frente do crucifixo fervorosamente pedindo para sofrer junto com Jesus. Essa marca a acompanhou por 15 anos como símbolo de seu amor e fé, mas também causou-lhe muito sofrimento, uma vez que a chaga ficou aberta e ma-cheirosa. As irmãs do convento a isolaram em uma cela onde viveu isolada das demais monjas. Mas nem isso a abalou. Todo o sofrimento era oferecido à Deus.
Durante esse tempo de provação ela se autoflagelou com muitas penitências, muito jejum e muita oração mas nunca deixou de atender os pedidos daqueles que a procuravam pedindo intercessão e foi uma questão de tempo para que a sua fama de santidade se alastrasse.

Santa Rita suportou a chaga em sua testa durante 15 anos onde ficou recolhida numa cela do convento em razão mau cheiro

Ida a Roma

Em 1450 foi proclamado Ano Santo e todas as monjas do convento iriam a Roma receber indulgências do Papa. Santa Rita também quis ir, mas devido a sua saúde frágil e a ferida em sua testa que continuava fétida foi proibida. Entrou em oração e pediu a Deus que tirasse a ferida temporariamente apenas para cumprir a peregrinação até Roma e assim foi prontamente atendida. Mesmo com dor e doente, seguiu a pé até Roma onde conseguiu as indulgências. Ao voltar para o convento, a ferida abriu-se novamente e agora haviam mais fiéis pedindo por intercessões diante de Deus.

Após esse episódio, a saúde de Santa Rita ficou mais debilitada e em determinado momento mal se alimentava, vivendo apenas da Eucaristia. Em nenhum momento deixou de ter junto ao peito um crucifixo e no dia 22 de maio de 1457 entregou sua alma à Deus. Na mesma hora, a ferida fechou-se e o mal cheiro deu lugar a um discreto perfume e seu rosto foi tomado por um sorriso de contentamento. Seu corpo não foi sepultado e ficou exposto no oratório e está intacto na igreja anexa ao convento até os dias de hoje.

Milagrosamente a ferida de Santa Rita sumiu temporariamente até sua peregrinação à cidade de Roma

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Palavras do Papa João Paulo II no centenário de canonização de Santa Rita de Cássia:

“Rita foi reconhecida ‘santa’ não tanto pela fama dos milagres que a devoção popular atribui à eficácia de sua intercessão junto de Deus todo-poderoso, porém, muito mais pela sua assombrosa ‘normalidade’ da existência quotidiana, por ela vivida como esposa e mãe, depois como viúva e enfim como monja agostiniana”

São João Paulo II

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